terça-feira, 29 de novembro de 2016

Festival Cena Brasil 2016 é só gratidão ao público e a todos os colaboradores


Muito além das atrações, do público de mais de 60 mil pessoas nos dois dias de evento, nenhum incidente, muito colorido, o Festival Cena Brasil 2016, em sua 14ª edição, provou que, quando há investimento e profissionalismo, as bandas, os folguedos populares têm a oportunidade de encantar a população e fazer de um final de semana em Olinda um celeiro de afoxés, coco, rap, maracatus, rock, DJ’s super profissionais nos intervalos dos shows, e muita magia em torno deste evento que tem uma pegada afrodescendente destacada. É por isso, e muito mais, que a organização do festival só tem a comemorar e, principalmente, agradecer a todos.

Agradecer aos integrantes da Produção & Arte, seus agregados, prestadores de serviços, às bandas e grupos que encantaram uma plateia ávida por cultura diversificada com os pés fincados nas coisas da terra, num berço cultural como Olinda. Um das produtoras do Cena, Viviane Rodrigues, destaca que o apoio do Funcultura (Secretaria de Cultura/Fundarpe/Governo do Estado) foi essencial para viabilizar o projeto, que vai além da música e da diversão. “Tivemos a 1ª Caminhada de Povos de Terreiros de Olinda e a 6ª Marcha da Consciência Negra, saindo do Mercado da Ribeira. Também palestras e debates na Biblioteca de Olinda, cursos e oficinas de rádio e fotografia, gastronomia de terreiros e a Feira Social de Economia Solidária”, lembra Viviane, acrescentando que “quando a gente tem incentivo, patrocínio, é possível envolver atores sociais de várias localidades e camadas sociais num projeto edificante”.

Os agradecimentos são muitos. Além de cada integrante do grande público, os apresentadores, os profissionais do camarim, a Imprensa, a Polícia Militar de Pernambuco, a segurança privada do evento, a todos os moradores da Cidade Alta (que acompanharam a marcha e a caminhada), às centenas de pessoas que registraram tudo em seus celulares. Gratidão também a todos os ialorixás e babalorixás que encantaram o público, seus terreiros, à Prefeitura de Olinda e uma grande gratidão ao Deus Maior que proporcionou dois dias de muita festa no Cena Brasil 2016. Um sucesso sem precedentes!


Por Cristiano Jerônimo

#CenaBrasil2016 #Olinda #Cultura #DiversidadeCulturalSustentabilidade

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Festival Cena Brasil promove dois dias de muitos ritmos e atividades em Olinda

Evento gratuito acontece na Praça do Carmo (Praça da Preguiça), dias 26 e 27 próximos, a partir das 16h

Cannibal (com sua banda Café Preto, muito dub e sound system); Juliano Holanda (na sua moderna música regional); e o reggae afro-brasileiro com influências indígenas do grupo Vibrações (AL) são algumas das atrações que vão sacudir a Praça do Carmo, em Olinda, nos próximos dias 26 e 27 de novembro, às 16h, no Festival Cena Brasil 2016. Em sua 14ª edição, o evento gratuito se mantém fiel à multiplicidade e reunião de ritmos que vão desde o coco e do maracatu até o que há de mais moderno em termos de som eletrônico, música popular e muita mistura, fusão. 

espetáculo multicolorido e da autêntica cultura popular ficará por conta dos movimentos dançantes do batuque do Maracatu Leão das Cordilheiras (PE), Maracatu Estrela da Jacy (PE), além do Mestres do Coco Pernambucano. O festival apresenta ainda Café Preto (PE); Julio Samico (PE); Mestres do Coco Pernambucano; Coco dos Pretos (PE); Tambor da Terra (PE); Vibrações (AL); DJ Jedson Nobre - Abeokuta (PE); e DJ da Mata (PE). Foram mais de 300 candidatos ao 14º Festival Cena Brasil, edição 2016. 

ASPECTOS SOCIAIS – MARCHA DA CONSCIÊNCIA NEGRA 

Além da parte musical, o Festival Cena Brasil 2016 traz uma série de atividades nas mais diversificadas áreas. Nos dois dias de evento haverá a Feira Social de Economia Criativa, a ala da Gastronomia de Terreiros, Oficinas Gratuitas de Rádio e Fotografia (para alunos de escolas públicas), além da tradicional Marcha da Consciência Negra que, este ano, vai sair no domingo (27.11), do Mercado da Ribeira percorrendo as ruas da Cidade Alta, até chegar à Praça do Carmo, local do evento. Haverá cerimônia religiosa na Ribeira. 

SERVIÇO: 14º Festival Cena Brasil – Edição 2016
Praça do Carmo (também Praça da Preguiça), em Olinda.Shows Sábado e domingo, 26 e 27 de novembro de 2016, a partir das 16h.Marcha da Consciência Negra – Às 15h do domingo (27), no Mercado da Ribeira. 

*****************GRADE DE APRESENTAÇÃO NO FESTIVAL*********************

Sábado, 26 de Novembro (16h):
  • Maracatu Estrela da Jacy
  • Magnatas da Beira Mar
  • Sasquat Man
  • Aliados CP
  • Etnia
  • Juliano Holanda
  • Café Preto
  • E nos intervalos, DJ DaMata.
Domingo, 27 de Novembro (16h):
  • Maracatu Leão das Cordilheiras
  • Mestres do Coco Pernambucano
  • Tambor da Terra
  • Julio Samico
  • Coco dos Pretos
  • Vibrações
  • E nos intervalos, DJ Jedson Nobre (Abeokuta djs).
Por Cristiano Jerônimo

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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Marcha da Consciência Negra e 1ª Caminhada de povos de Terreiros tomam as ruas de Olinda neste domingo (27.11)

A concentração acontece no Mercado da Ribeira (15h) e a marcha segue para o Carmo (16h)
A 6ª Marcha da Consciência Negra de Olinda se une à 1ª Caminhada de Povos de Terreiros de Olinda, neste domingo (27.11), às 15h, quando se concentram no Mercado da Ribeira (antigo ponto de comércio de escravos negros), na Rua do Bonfim, em Olinda. De lá, depois da cerimônia religiosa que será celebrada pelo Pai Cleyton de Osun, os grupos culturais e os participantes vão percorrer as ruas da Cidade Alta, seguindo pelas ruas de São Bento, Galeria Meira Vasconcelos, até o Sítio de Seu Reis, na Praça do Carmo, onde uma grande estrutura de palco, gastronomia e feira social será oferecida pelo 14º Festival Cena Brasil. Toda a participação no evento é aberta ao público. A marcha toma as ruas às 16h. A Articulação dos Povos de Terreiros de Pernambuco (ACTP) também fará parte da cerimônia e da caminhada, com todo o seu legado.

"Contra a intolerância religiosa, preconceito e descriminação". Este será o tema da 1ª Caminhada dos Povos de Terreiros de Olinda, um momento religioso rebuscando a ancestralidade e os orixás. O norte da mobilização está na alusão a este mês da Consciência Negra, comemorado em todo o Brasil. Outro ponto de destaque na programação é na Praça do Carmo, onde haverá a apresentação dos grupos afrodescendentes, como os que vão puxar a marcha: Afoxé Oxum Pandá, Grupo Paranambuca, Grupo Brincante e o Maracatu Nação Maracambuco. A Marcha da Consciência Negra surgiu há cinco anos, oriundo dos movimentos negros de Olinda, junto com os povos de terreiros do município. “Antigamente sua concentração era realizada na Igreja do Rosário dos Homens Pretos e seguia até a Praça do Carmo. Este ano, o trajeto mais amplo e a soma com a 1ª Caminhada dos Povos de Terreiros de Olinda prometem abrilhantar ainda mais o evento”, explica Pai Cleyton de Osun, coordenador da mobilização.

SERVIÇO:
6ª Marcha da Consciência Negra de Olinda + 1ª Caminhada de Povos de Terreiros de Olinda 
Tema: "Contra a intolerância religiosa, preconceito e descriminação". 
Dia/horário: 27 de novembro (domingo). Concentração: 15h. Saída: 16h 
Onde: No Mercado da Ribeira. Depois segue até o Festival Cena Brasil, na Praça do Carmo 
Com as atrações culturais Afoxé Oxum Pandá, Grupo Paranambuca, Grupo Brincante e o Maracatu Nação Maracambuco.

Mais informações: 
Pai Cleyton de Osun – 81 9.9527.9444 
(coordenador da marcha
Edilton Euclides – 81 9.9646.3549 e 9.8783.4478 
(coordenador geral do Festival Cena Brasil
Cristiano Jerônimo – 81 9.9692.2216 
(assessoria de comunicação/imprensa).

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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Fique por dentro de cada uma das atrações do 14º Festival Cena Brasil para este sábado (26.11)

Em dois dias do 14º Festival Cena Brasil, além da música, haverá a Feira Social de Economia Criativa, a ala da Gastronomia de Terreiros, Oficinas Gratuitas de Rádio e Fotografia (para alunos de escolas públicas), a tradicional Marcha da Consciência Negra e a 1ª Caminhada de Povos de Terreiros que, este ano, vai sair do Mercado da Ribeira percorrendo as ruas da Cidade Alta, até chegar na Praça do Carmo, local do evento. Entre mais de 300 inscritos para participar do Festival Cena Brasil 2016, foram selecionados 15 atrações. Para deixar o público com um gostinho na boca, a organização do festival apresenta o perfil das atrações que irão abrilhantar o evento nos dois dias de muita música e afins.

Para o sábado (26), o Festival Cena Brasil 2016 divulga o perfil das atrações que estarão neste dia:

MARACATU ESTRELA DA JACY
O Maracatu Estrela da Jacy surgiu a partir de um trabalho de pesquisa sobre o Maracatu Rural realizado pela professora Cristiane Silveira, o que motivou o grupo da Escola Municipal Jacy Estelita Guerra, que fica no Engenho Imbu, na cidade de Vicência, a montar esse cortejo. Assim, desenvolveu-se um trabalho em sala de aula para que os educandos conhecessem um pouco da história do Maracatu Rural, sua origem, evolução, os personagens, a função de cada um dentro do brinquedo e o que representam para o folguedo. O grupo foi fundado no ano de 2010, pela professora Cristiane Silveira, juntamente com os educandos do 4º e 5º ano do ensino fundamental. O cortejo é formado por trinta componentes, representando os diversos personagens: Burra, Mateu, Catirina, Caboclos de lança, Arreiamá, Dama da Boneca e a Calunga, Baianas, Rei e Rainha, Sombreiro com o Guarda-chuva, índias e o bandeirista com o Estandarte do grupo. A referida professora atua como mestra, ministrando a brincadeira e tirando as loas para o público. Realizaram várias apresentações. Não somente no município, mas em outras cidades, inclusive na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Participou ainda dos desfiles dos distritos levando o cortejo e a história do Maracatu Rural através das loas cantadas pela mestra do brinquedo. Em 2012, o grupo foi contemplado com aprovação do projeto: Ampliando o Cortejo do Maracatu Estrela da Jacy, proposto por Cristiane Maria de Oliveira Silveira ao FUNCULTURA e sendo realizado no ano de 2013, quando foram confeccionadas novas fantasias e adereços para o Maracatu, através de oficinas envolvendo os brincantes e familiares com o objetivo de ampliar e melhor estruturar o cortejo do brinquedo. Neste ano, realiza o Projeto Batendo o Terno – Oficina de Terno no Maracatu Estrela da Jacy, onde as crianças aprendem a tocar os instrumentos. Pelo FUNCULTURA, está comtemplado também pelo com o Projeto Caravana Maracatu Estrela da Jacy, onde se apresentará em quatro regiões do nosso Estado, divulgando e valorizando o brinquedo.

MAGNATAS DA BEIRA-MAR
Banda formada em meados de 2004, no bairro de Peixinhos, subúrbio de Olinda, composta por sete integrantes remanescentes de outras bandas que se juntaram neste novo projeto. A banda busca uma sonoridade não pré-definida, trazendo consigo a diversidade de seus componentes. Partindo do reggae, jazz, funk, samba, rock, rap, embolada, drum bass, afro bit, macumba, cumbia e tantos outros ritmos a serem explorados. Antes, no começo, só haviam as letras e músicas já compostas de outros carnavais, faltando os instrumentos e local para ensaiar. Foi quando surgiu a ‘caxanga’ da beira-mar, localizada na rua do Giriquití, margeada por um dos braços do Rio Beberibe, onde construíram o primeiro estúdio coletivo reciclado da região metropolitana do Recife. Foi num barraco à beira do Rio Beberibe que instalaram o QG da banda. O casebre, em pouco tempo, se tornou uma usina de som com múltiplas influências. Os magnatas conseguem manter viva a vontade de continuar a propagar a música que contém letras de incentivo, autoestima, amor e paz para a transformação social através da arte.

SASQUAT MAN
Sasquat Man apresenta “Alfazema”, seu primeiro disco, autoral e independente. O resultado do trabalho revela uma forte influência do ska, do trip-hop, e dos afrobeats de Fela Kuti, que se fundem às levadas de samba e compõe um universo sonoro autêntico e contagiante. Pernambucano, de Olinda, Sasquat Man é guitarrista, compositor e cantor. Foi integrante e um dos fundadores da banda Monjolo, que lotava os clubes de São Paulo no início dos anos 2000. A banda acabou, mas Sasquat Man não parou mais. Para gravar seu primeiro disco, convidou os músicos Hugo Carranca (baterista da banda de Otto), Iggor San (baixista da banda Dizmaia), Gustavo Joe (teclados da banda Mundo Livre S/A), Marcelo Monteiro (sax da banda Criolo) e ainda contou com as participações especiais de Marquinhos Costa na guitarra-base de “Homem Guaracheiro”, Alexandre Urêa (percussionista da banda Eddie e Academia Da Berlinda) e o músico Rafik Alfaia (banda AlfaMan) fazendo o baixo em “Ilha Bela”. Quem assina a produção musical é seu irmão, o grande produtor Buguinha Dub, que já produziu trabalhos de Chico Science e Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, Planta e Raiz, Lucas Santtana e outros nomes da música brasileira. Esse encontro de excelentes músicos, da ótima voz e guitarra de Sasquat Man e ainda capitaneado pelo mago do som, Buguinha Dub, já chega merecendo seu lugar de destaque.

ALIADOS CP
O grupo nordestino da zona norte do Recife, Aliados CP, atualmente formado por Mano Gão (MC), Fumaça (MC), AF (MC) e DJ Paulo V. São quatro representantes da cultura hip hop de atitude, que vivem o presente sem esquecer o passado, construindo uma nova forma de agir e pensar. Fundado em 2003, lançou seu primeiro trabalho independente no final de 2005, intitulado “Enxergamos uma luz”. No ano de 2012, o grupo lançou seu 2° album: ¨Vivendo o presente sem esquecer o passado¨, que conta com participações especiais de Zé Brown, Jorge Poeta, Maggo MC, Vato loko (SP) e Tufão. Durante dez anos de luta, sonho e dedicação os aliados fizeram várias apresentações, tais como: Pólo Hip Hop, Carnaval Multicultural do Recife, Grande Encontro dos Músicos e Artistas, 2ª Edição do “Zé Brown apresenta talentos” e o 1° Encontro Nordestino de Hip Hop. Em 2012 participou do Pré AMP, onde 18 bandas foram selecionadas de um total de 122 para a etapa seletiva do festival no Pátio de São Pedro – estando entre as seis Bandas que foram para a grande final, na Rua da Moeda, conquistando o 2° Lugar no Festival. Recentemente, neste mesmo festival o grupo obteve também destaque entre as outras atrações e levou o público ao delı́rio com sua apresentação performática, levando ao palco, elementos que lembrava os tempos do cangaço nordestino e da cultura der rua através da dança. No início de 2014, participou da seletiva estadual e nacional do Reality Show de bandas intitulado SUPERSTAR, da Rede Globo. Se apresentou no “2º Festival de Cultura da UJS: amar e mudar as coisas”, realizado entre os dias 22 a 25 de maio de 2014, no Distrito Federal, em Brasıĺia. O Aliados CP vai além do rap.

ETNIA PE
Com a energia e a influência do movimento manguebeat, da qual fez parte, o histórico da banda nos leva para um momento ímpar da música pernambucana, a década de 90, onde uma cena urbana apareceu através do expressivo nome do movimento que reunia os melhores “Caranguejos com cérebro” de Pernambuco. Foi durante esse período que surgiu a ETNIA, uma banda de pernambucanos que se utiliza das influências rítmicas locais para personalizar suas músicas. Sua discografia completa é composta por três álbuns: “Maracatu popular brasileiro”, “Um novo momento” e “Depois do mangue vem a praia”. O mais novo álbum se chama “Depois do mangue vem a praia”, título que tem o intuito de mostrar que o mangue é o berçário onde surgiu a contemporânea música pernambucana, mais que é na praia, um lugar de uso comum a todos, onde o verdadeiro valor de nossa terra aparece para saltar aos olhos de quem tem a oportunidade de vê-la. Conceitualmente falando, a praia significa o seu lugar, a sua vertente, o seu caminho. Por ser tão democrática, a sua praia é a trilha escolhida para percorrer o caminho por onde o som da Etnia transita chegando às pessoas com o intuito de trazer muita felicidade e alegria. O disco está repleto de participações de artistas como, Marcaxé, Pácua, Zé Brown, Dom Pablo, Amaro Freitas, Ibrahim Genuíno, José Lencastre, Rinaldo Carimbó, Jennifer Garcia e Dadal Souza, além dos músicos da banda: FK, Canhoto, Mano Cardoso, Bruno Nascimento, André L.

JULIANA HOLANDA
Com um salto fincado no profissionalismo musical, Juliano Holanda, comemora mais de dois anos desde que o goiano deu o primeiro passo em direção à carreira solo. De lá pra cá, vem reafirmando a carreira entre os grandes músicos de sua geração. Requisitado produtor, diretor musical, instrumentista e compositor, com mais de 100 canções gravadas por artistas diversos, o músico acrescentou em 2015, em seu extenso currículo, a assinatura da trilha sonora original para a minissérie Amorteamo, produzida e exibida pela TV Globo. No dia a dia, segue entre produções e palcos, criando novas parcerias - como as feitas com Zé Manoel - e atuando como integrante da Orquestra Contemporânea de Olinda e da nova formação da lendária banda Ave Sangria. Na carreira solo, Juliano caminha com a segurança e a maturidade de quem carrega uma bagagem de mais de 20 anos dedicados à música. Em 2013, foram dois discos autorais saídos de uma só vez do forno: A arte de ser invisível e Pra saber ser nuvem de cimento quando o céu for de concreto. Agora, Juliano Holanda não é mais tão invisível como propositalmente sugeria em seus primeiros passos. Composições como Ouriço, de sua autoria, passa dos 100 mil views em cada publicação que os fãs fazem no You Tube, sem contar com as diversas interpretações que a canção ganhou de amadores e profissionais. Braseiro, Partilha, Morada e Ser leve, são outros “sucessos inesperados”, segundo o autor, que são cantadas em coro por onde passam. O trabalho de Holanda vem se misturando de forma natural à produção contemporânea da música em Pernambuco. Já são mais de 100 registros com sua assinatura. Só em 2015, ele já realizou parcerias com músicos e bandas como Geraldo Maia, Adiel Luna, Bandavoou, Johsi Guimarães, Passarinhos do Cerrado, Jr. Black, Mexidinho e Orquestra Contemporânea de Olinda, além de Isadora Melo e Zé Manoel, parceiros com quem divide os palcos e afinidades.

CANNIBAL & CAFÉ PRETO
Reggae, dub e pop são os principais ingredientes explorados pelos cantor Cannibal & Café Preto. Inspirado no modelo Sound System – cria da cultura jamaicana – a banda Café Preto, capitaneada pelo cantor Cannibal (Devotos), ao lado do músico e produtor musical PI-R, oferece um trabalho totalmente autoral que se expande em saborosos delays e reverbs. O show da Café Preto também possui uma leva de searas musicais. Uma versão de “Preciso me encontrar”, clássico de autoria de Candeia, imortalizada na voz de Cartola, compõe o repertório com nova roupagem. Além desta, ganham interpretações de Cannibal “Gostoso demais” (Nando Cordel), “Boa Vista” (Trindade Club) e “O Samba” (Nanica Papaya). Para quem ainda não conhece, a primeira bolachinha está disponível para download. Este primeiro disco contou com convidados especiais como Fred Zero Quatro, Areia (Mundo Livre S/A), Chico Tchê, Publius, Ori, Marcelo Campello, Berna Vieira e Zé Brown, além do carioca Ras Bernardo e obteve críticas positivas de veículos como Folha de São Paulo, Rolling Stone e Carta Capital. Recentemente a banda lançou um compacto “LO-FI”, em vinil, sob o título “120 km” com a participação do maestro Spok. "Canção de Amor" é narrativa que conduz o personagem principal através de um caminho de 120 km percorridos para reencontrar seu objeto de desejo. A jornada pede as bênçãos de Oxalá, Iemanjá, referências afro-religiosas também presentes no primeiro disco. Para o futuro, Cannibal planeja lançar o segundo disco da banda, que já conta com cinco músicas. Na nova obra, as batidas continuam eletrônicas, mas a sonoridade é voltada para o soul e e a world music, com participações do percussionista Lucas dos Prazeres, do baixista Cláudio Negrão, da violoncelista Herlane Franciele e do poeta Miró da Muribeca.

DJ RENATO DA MATA
Renato da Mata é desses músicos que vão além da escolha dos sons que vão sacudir o público. Sua intimidade com as pick-ups, sua técnica de mixagem, scratchs e a especial habilidade de manejar seu equipamento, se destacaram nos eventos de Recife e em outras capitais do país. Dj Damata fez parte do "Magia Negra", ao lado do Dj Justino Passos, com a proposta de mostrar a evolução musical da música negra com o melhor do rare groove, soul, funk 70 e rap. Ele também fez parte de bandas da cena recifense, como Tonami Dub, Jr. Black, Galo de Souza e da banda que acompanha Fred 04 (Mundo Livre s/a), interpretando Nelson Cavaquinho. DJ Renato da Mata criou interesse pela música por influência do seu pai que é músico e tinha uma grande discoteca em sua casa, onde seus amigos sempre levavam discos das décadas de 1970/80 para audição das produções, criando um gosto musical que o levou a um repertório centrado na black music e suas vertentes. Iniciou sua carreira em 2006, participando de eventos no litoral do nordeste brasileiro, conhecido pela frequência turística de jovens de todo o Brasil e também de estrangeiros. Na Praia de Pipa (RN), passou a fazer residência de longa temporada na boate Calangos e logo conquistou um lugar de destaque em todo o estado. E foi residente da Quinta Black em Recife (PE) durante cinco anos. Damata já tocou ao lado de djs como Negralha (O Rappa), Kl Jay (Racionais Mc’s), Spin Easy (NY), Rica Amaral (SP), Nuts (Marcelo D2), Nyack (Emicida), Heron Love (SP), Buguinha Dub (PE), Mau Mau (SP), Castro (Black Alien), Marco e Dandan (Criolo), Nedu Lopes (BH), Tamenpi (Só Pedrada) e Cliffy (UK). Vai dar o que dançar!!!


Por Cristiano Jerônimo

#CenaBrasil2016 #Olinda #Cultura #DiversidadeCulturalSustentabilidade

SERVIÇO: 14º Festival Cena Brasil – Edição 2016
Quando: Dias 26 e 27 de novembro
Horário: A partir das 16h
Onde: Praça do Carmo, Olinda
O que rola: Música, Feira Social, Feira de Gastronomia de Terreiro, 6ª Marcha da
Consciência Negra, 1ª Caminhada de Povos de Terreiro, oficinas e palestras.


Conheça cada uma das 15 atrações do Festival Cena Brasil 2016 para este domingo (27.11).

Festival Cena Brasil 2013 - em palco, o cantor Vertin Moura.
Em dois dias do 14º Festival Cena Brasil, além da música, haverá a Feira Social de Economia Criativa, a ala da Gastronomia de Terreiros, Oficinas Gratuitas de Rádio e Fotografia (para alunos de escolas públicas), a tradicional Marcha da Consciência Negra e a 1ª Caminhada de Povos de Terreiros que, este ano, vai sair do Mercado da Ribeira percorrendo as ruas da Cidade Alta, até chegar na Praça do Carmo, local do evento. Entre mais de 300 inscritos para participar do Festival Cena Brasil 2016, foram selecionados 15 atrações. Para deixar o público com um gostinho na boca, a organização do festival apresenta o perfil das atrações que irão abrilhantar o evento nos dois dias de muita música e afins.

Já no domingo (27.11), o palco do Festival Cena Brasil vai sacudir a galera, com uma boa pitada de cultura popular.

Confira o perfil de cada atração do dia:

MARACATU LEÃO DAS CORDILHEIRAS
O Maracatu Leão das Cordilheiras foi fundado em 07 de setembro de 1985 pelo Mestre Manoel Roque Batista. O grupo é formado por moradores do município de Araçoiaba-PE e tem como objetivo a difusão da cultura popular pernambucana entre os jovens e adultos da localidade. Uma das ações realizadas pelo Maracatu é o incentivo à alfabetização, proporcionando a retirada das crianças do trabalho em canaviais. Ao longo dos anos o Maracatu tem participado de eventos como o Encontro de Maracatus de Baque Solto de Pernambuco, promovido pela família Salustiano. No Carnaval do Recife em 2015 e 2016, o Leão das Cordilheiras de Araçoiaba se apresentou em polos como Várzea, Mustardinha, Buriti e no Corredor do Arruda. Já no Carnaval de Olinda, o grupo se apresenta todos os anos, desde 2012. Ainda durante os festejos de Momo, o grupo promove a saída oficial do Maracatu em Araçoiaba, o Maracatu também participa do Encontro de Cultura Popular daquele município. O grupo já se apresentou no Pólo do Carnaval de Pesqueira em 2010, e em 2014, 2015 e 2016 o Leão das Cordilheiras também participou do carnaval de Igarassu. O Grupo também participa de apresentações em eventos corporativos, congressos e feira. Em 2016 participou da FENEARTE, maior feira de artesanato de Pernambuco.

MESTRES DO COCO PERNAMBUCANO
O grupo Mestres do Coco Pernambucano é um espetáculo musical criado pelo Ponto de Cultura Farol da Vila para representar a cultura popular pernambucana e brasileira. O projeto reúne mestres coquistas e percussionistas, das diversas matrizes do coco afro-brasileiro (indígena-ibérica-negra), no estado de Pernambuco. A proposta nasceu no Recife, em 2010, para impulsionar, resgatar, valorizar, fortalecer e preservar a música e a brincadeira do coco de roda e suas vertentes culturais. E foca na mistura das sonoridades ancestrais e de resistência histórica dos ritmos pernambucanos, utilizando-se instrumentos de sopro, cordas e peles. A formação artística do grupo Mestres do Coco Pernambucano é comandada por três mestres coquistas do estado. E que utilizam instrumentos como rabeca, pífano, maraca e pandeiro, acompanhados por um terno percussivo de músicos com caixa, alfaia e ganzá, que juntos transformam o show num espetáculo excêntrico e pitoresco. Numa única apresentação do grupo Mestres do Coco Pernambucano é possível se transmitir ao público um show pulsante de altíssima qualidade musical, bastante diferenciado dos demais. Participam do grupo os mestres Índio Matinho (pífano e maraca), Jujuba do Coco (voz e pandeiro), e Rico Toadas (voz, rabeca e pandeiro), e os percussionistas Gêmeo (caixa e back-voz), Fofo Cocada (alfaia e ack-voz) – Alfaia e Back-voz, Adonai Cabelo (ganzá e back-voz).

TAMBOR DA TERRA
O grupo Tambor da Terra é formado por músicos pernambucanos que possuem o gosto pela música africana, afro-brasileira, latina e regional. Fundado em 2012, aos pés da Matriz de São Pedro em Olinda, o grupo mostra a boa música, instrumental e cantada, através de performances musicais e dinâmicas. Tendo sua base formada por ritmos africanos, cria uma nova realidade musical sem esquecer-se da importância das raízes vindas da África e da diversidade cultural do povo pernambucano. Tambor da Terra usa de sua harmonia percussiva e ousa misturar elementos de nossa cultura influenciada por Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Capiba, entre outros. Além disso, influências nobres da cultura afro, como Mamady Keita, Famoudou Konaté, e Soungalo Coulibaly. O resultado é uma música dançante, efervescente, popular, refinada, atualmente universal e de identidade própria. Formado por quatro músicos e uma musicista, suas apresentações utilizam instrumentos de percussão, violão, contrabaixo, escaleta, loops orgânicos e samplers. Já participaram do Festival Pré-AMP, Arraial Instrumental, Festival de Inverno de Garanhuns, Festival Tambor Caboatã, Sasquaravana/Festival Cena Cumplicidades, 1ª Edição Terra e Tinta, e outros eventos.

JÚLIO SAMICO
O disco voador musical do cantor e compositor Júlio Samico apresenta seu novo trabalho de música autorais, apresentando ritmos pernambucanos como frevo, ciranda, coco. Em parceria com alguns compositores como Erickson Luna, Hélcio Clemente, Gato Blekenfeld reuniu as faixas do novo disco deste premiado pernambucano. Este trabalho é intitulado Júlio Samico e o Circo Voador, com a gravação do CD e show de lançamento no Espaço do Sítio da Trindade – Recife/PE, que contou com a participação de um público significativo. Como compositor, participou de festivais de música carnavalesca como Frevança e Recifrevo nos anos 80 e 90. Classificou os frevos-canção Frê fantasia e Recife a Cantar, pela TV Jornal do Comercio, e o frevo de Bloco do vintém no concurso de músicas carnavalescas patrocinado pela Prefeitura da Cidade do Recife, na TV Globo. Como forma de criação, apresenta ritmos como frevo, ciranda, maracatu, caboclinho, nesta linha. Como cantor, apresenta-se em várias casas noturnas, espaços culturais e teatros, como também, turnês em algumas cidades do estado. Participou do projeto Luas de Pinzón, promovido pela Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, onde apresentou o show O Amigo da Paz. Músico, cantor, produtor cultural e professor de violão. Júlio Samico detém uma carreira musical que vem sendo construída há mais de trinta anos, quando iniciou como integrante do Coral do Colégio Soares Dutra como também do Conservatório Pernambucano de Música, recebendo orientação do Maestro José Gomes. Produziu o primeiro Encontro Pernambucano de Choro, contando com a participação dos principais nomes do gênero em Pernambuco.

COCO DOS PRETOS
O som característico do coco vem dos instrumentos (ganzá, tambor, pandeiro, chocalhos, congas, maracas e tamancos), mas o que marca mesmo a cadência desse ritmo é o repicar acelerado dos tamancos. A sandália de madeira é, sem duvida, um dos instrumentos mais importante do conjunto musical. Além disso, a sonoridade é complementada com as palmas. Criado em 14 de março de 2006, o Grupo Cultural Coco dos Pretos traz ritmo inovador com a proposta de ampliar e aprimorar o batuque (sem esquecer suas raízes) e influenciar diretamente os componentes. O Grupo Cultural Coco dos Pretos nasceu em uma oficina dada pelo Projeto Social Cambinda Estrela em 2006, na comunidade de Chão de Estrelas. A formação está ligada ao Centro de Educação e Cultura Daruê Malungo, ao Maracatu Nação Cambinda Estrela e mestres griôs da comunidade de Chão de Estrelas e adjacências, como Mestre Mumu e Waldemir, entre outros. O Grupo Cultural Coco dos Pretos já fez dezenas de apresentações em cidade do interior do Recife, bairros da RMR e outros estados, começando assim a ampliar seu estudo e trabalho dentro da cultura popular. Atualmente, o Grupo Cultural Coco dos Pretos realiza seus ensaios na sua sede localizada na comunidade de Chão de Estrelas, onde desenvolve um belo trabalho voltado à construção sócio cultural, preservando e divulgando a cultura afrodescendente. Trabalha sempre fazendo alusões aos sambas e pontos de cocos criados nas giras de Jurema, prestigiando toda comunidade e os coquistas importantes para a nossa formação, a exemplo de Dona Selma do Coco, Zé Neguinho do Coco, Coco Raízes de Arcoverde, Dona Tetê, Aurinha do Coco, Coco do Mumu, dentre tantos outros. A indumentária do coco vem representada por cavalheiros vestidos de calça listrada, xadrez, floridas ou brancas de boca estreita, camisa com a mesma estampa, sandálias, chapéu de palha. As damas de vestido estampado, branco com bordados, enfeites no cabelo e saias bastante rodadas, com babados, sandálias de couro ou até mesmo descalças. A coreografia é dançada em roda composta por homens e mulheres, alternadamente e assim os pares se sucedem.

VIBRAÇÕES
Vibrações é uma banda nascida na cidade de Maceió, no estado de Alagoas, no ano de 1998, que busca compor sua identidade a partir da junção da música jamaicana com o hibridismo que compõe o cenário musical brasileiro, mais especificamente o nordestino. Hoje com 18 anos e com influências diversas, traz na bagagem a sua autenticidade na estrutura rítmica contagiante dos batuques afro-brasileiros e indígenas, letras mescladas com o apelo urgente pela não violência, baseada na paz, amor e justiça para com todos desfavorecidos. A banda busca através da confrontação dos padrões estéticos, musicais e regionais, uma forma de "territorização" dessa parcela da população brasileira, no sentido de fazê-la reconhecer-se e sentir-se inserida no meio através de uma cultura que a represente. Acreditando que, isso seja possível, através da exposição da herança racial, da música regional e do linguajar típico dos nordestinos, não só resistindo à esmagadora cultura de massa, como também enfrentando os ditames dominantes. Tendo seu trabalho divulgado no nordeste e centro-sul do país, a banda Vibrações teve o privilégio de dividir palco com artistas de alta qualidade, nacionais e internacionais como Gilberto Gil, Cidade Negra, O Rappa, Natiruts, The Wailers, Groundation, S.O.J.A., Eric Donaldson, Gregory Isaacs, Don Carlos, Max Romeo, Alpha Blondy, The Abyssinians, Israel Vibration, Midnite, entre outros que exerceram forte influência aos componentes da banda, aumentando assim, o seu leque de referências. No dia 07 de fevereiro de 2015, gravou o seu 2º DVD no Festival Pré no Reggae, realizado no Paço da Alfândega, Recife Antigo (PE). O evento contou com um público de cerca de 11 mil pessoas.

JEDSON NOBRE AKA ABEOKUTA DJSET
Abeokuta djset o nome é inspirado na cidade natal de Fela Kuti. É um dos membros e fundador da Abeokuta Afrobeat, primeira orquestra do gênero em Pernambuco. Pesquisador da música e cultura africana, vem movimentando e promovendo festas afro como o Fela Day PE e África Brasil. Suas apresentações musicais vão além do Afrobeat difundido na Nigéria apresentando outros estilos musicais do continente africano como o Highlife, Juju Music, Ethiojazz, Sakpata, Sato, Agbadja, Tchenkoumé, Cavacha. Oriundos da Nigéria, Ghana, Benin, Mali, Togo, Angola e Etiópia. Fazendo com que a plateia sinta uma experiência intensa criando um ambiente de entrega e fervor. Jedson Nobre é um grande admirador de Fela Kuti e decidiu colocar uma antiga vontade de trabalhar com música africana em prática após uma viagem ao Rio de Janeiro, em maio de 2012. Na ocasião, conheceu o baterista Tony Allen e o guitarrista OgheneKolgbo - ambos ex-parceiros e integrantes da Africa 70 de Fela Kuti, onde participou de uma jamsession com outros participantes de peso. Entre eles, estavam BNegão, André Sampaio e Abayomy Afrobeat Orquestra.


Por Cristiano Jerônimo.

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SERVIÇO: 14º Festival Cena Brasil – Edição 2016
Quando: Dias 26 e 27 de novembroOnde: Praça do Carmo, OlindaO que rola: Música, Feira Social, Feira de Gastronomia de Terreiro, 6ª Marcha da Consciência Negra, 1ª Caminhada de Povos de Terreiro, oficinas e palestras.
Horário: A partir das 16h