quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Músicas indígenas marcam presença


O Grupo Cultural Indígena Feea-Hia se apresenta, no domingo (22), e mostra que a união de etnicidades faz parte da convivência do brasileiro. Mesmo sendo um evento dedicado à questão da consciência negra, o Cena Brasil 2009 faz questão de ressaltar o avesso a exclusão de raças. “Os filhos da Terra”, significado do nome do grupo, apresentam danças típicas como o tore e também o samba de coco, fruto da mistura com as tradições africanas.

A tribo é formada por índios ligados à tribo Fulni-ô, de Águas Belas. O espetáculo é cantado em português e yaaté, língua indígena rara ainda hoje preservada. Com experiência em apresentações de diversos projetos, como o Pernambuco em Concerto e Novos Rumos Itaú, o grupo prepara o lançamento do primeiro CD.

Ojira expõe musicalidade afro



Etno-fusão-musical. Assim os integrantes da Ojira definem o som elaborado pelo fruto de muita pesquisa e influência pessoal de cada um deles. A banda se apresenta no palco do Cena Brasil 2009, no fim da tarde deste sábado (21), com a intenção de unir fragmentos da cultura afro aos mais diversos estilos musicais.

O grupo se define como bastante eclético, mas sempre fiel às matrizes da cultura africana. “As influências do Grupo Ojira vão do Samba ao Reggae, da Bossa Nova ao Yjexá, do Jazz ao Jongo, do Indiano ao Árabe, da Jurema Brasileira ao Candomblé Cubano”, afirma Thiago Nagô, vocalista da banda. Ao som de cordas, baixo, "percuteria", e músicas cantadas em português e yorubá-nagô, a Ojira promete trazer uma musicalidade nova ao evento.

Pax Nindi volta ao Brasil com um novo trabalho


Pax Nindi é uma das grandes atrações do Cena Brasil 2009. O africano de Zimbábue fecha a noite do sábado (21), “Dia da África” do Cena Brasil. O cantor mora em Londres há 16 anos e é considerado um grande difusor do reggae africano na Europa. Desde os anos 80 vem dando seu próprio mix, incorporando os ritmos do Caribe, Brasil e África.

Em 2007, o artista participou do Carnaval de Olinda e teve boa aceitação do público e agora volta para apresentar seu novo trabalho, o qual o cantor afirma que surpresa e irá divulgar apenas no dia do show. “Fiz uma família no Brasil, quero voltar, apresentar meu show e poder conhecer ainda mais da cultura brasileira”, afirma Pax.

Maciel Salú fecha a programação do Cena Brasil 2009


Maciel Salú sobe ao palco do Cena Brasil 2009 para encerrar em grande estilo a programação dedicada à comemoração do dia da Consciência Negra. Com uma família de artistas consagrados, ele é filho de Mestre Salú, o artista tem grande peso na cena musical pernambucana, nacional e internacional. 

O artista já tocou em vários países da Europa como França e Inglaterra, sempre erguendo a bandeira: a música pernambucana de raiz. Em carreira solo desde 2003, Maciel Salú permanece firme e forte com a rabeca no peito, com uma musicalidade apurada e madura. Não há dúvidas de que o encerramento do Cena está em boas mãos.

ChãoCéu agita último dia do Cena Brasil 2009


A banda ChãoCéu tem formação recente há apenas dois anos, mas esbanja talento agregando letras bem ecléticas às influências mais diversas como reggae, rock psicodelia, world music, mpb, blues e jazz, notadas na mais nova música: "Área não construída". Esses cinco amigos estão unidos pela vontade de fazer um bom som e ainda se divertir. Daniel Ortega na percussão e Thiago Moura no baixo se unem a guitarra de Hugo Medeiros, o sopro de George Dupreux e completando tem o vocalista Vinícius Borba. Eles nutrem a intenção de ecoar o som produzido pelas ruas da cidade, do estado, do Brasil e até onde o vento os possa levar.

Mesmo já tendo tocado em diversos eventos, como Concha Acústica UFPE, Teatro da Ribeira, Centro de Convenções e em festivais na Paraíba, Vinícius revela que está empolgado com o momento: “Vai ser massa! A ChãoCéu está bastante animada. Pretendemos fazer um som que o público goste”.